sábado, 25 de abril de 2015
“Quando leres esta carta, eu já estarei longe. Estou a escrever na nossa sala, onde tantas vezes fizemos amor. Não te vou mentir, isto está a custar mais do que eu esperava. As minhas coisas já estão na mala, com ela levo tudo de bom que vivemos e infelizmente, todos os sonhos que não passaram disso mesmo. Por favor, não me culpes pela cobardia de não esperar que chegues a casa para me ir embora, tenho medo que caso o fizesse me faltaria coragem para bater a porta.
Tomei esta decisão porque não aguentava mais o comodismo em que a nossa relação se transformou. Luto há imenso tempo por uma melhoria tua, mas tem sido tudo em vão. Estou cansada de viver com uma pessoa que se tornou praticamente um estranho. Há meses que acordo e adormeço a perguntar-me onde terei falhado. Que mal tão grande te terei feito, para que além de não me amares, não deixes que te ame. Choro todos os dias no banho, para que não me oiças, embora saiba que tão pouco te importa que eu chore como que eu sorria. Já tentei ter uma conversa contigo, obtendo sempre a resposta de que para ti está tudo bem.
Outrora fomos um casal apaixonado, onde a nossa cumplicidade era tanta, que um só olhar bastava. Horas e horas entre os lençóis, a sorrir, a brincar, a descansar em silêncio nos braços um do outro, a planear um futuro… e que futuro este hein… onde todas as promessas foram apenas isso mesmo, onde os sonhos não passaram do imaginário. Onde antigamente me sabia bem repousar, estar em silêncio para ouvir o teu coração, agora assusta-me. O nosso silêncio já não é de paz e tranquilidade. Agora é de quem nada tem para dizer.
Tenho tanta pena que não me deixes amar-te. Porque eu ainda te amo, e ainda tento, embora que em vão, dar-te a mão na rua, convidar-te para sair, tentar timidamente seduzir-te. Não imaginas o que custa estar por vezes horas a cozinhar, para engolires a comida à pressa e virares costas, sem uma única palavra dita, sem o mínimo de respeito de me deixares pela milésima vez a jantar sozinha.
Não imaginas como me sinto destroçada. Todas as manhãs oiço a porta bater quando sais, sem um bom dia, um até logo. Quando regressas a mesma coisa, entras em casa, e simplesmente é como se eu ali não estivesse.
Confesso que já te segui, já vi todos os teus e-mails, o teu telemóvel, revirei toda a tua roupa. Nada. Não encontro provas de outra mulher na tua vida. A única prova que encontro é que não me amas, mas que provavelmente não me deixas porque o comodismo tomou conta de ti. E embora eu te ame, não posso consentir estar com alguém que nem me olha nos olhos.
Sempre te imaginei à minha espera no altar, que me levasses ansioso de felicidade à maternidade. Sempre me prometeste isso. Agora ris-te na minha cara, dizes que sou ‘tolinha’, que não tens tempo para essas coisas. ‘Essas coisas’ sou eu. São planos que um dia tínhamos feito. São os sonhos de menina que prometeste realizar. Em todas as discussões que temos, em que me gritas e me humilhas, não olhas para trás. Não pedes desculpa. Não vês o estado lastimável em que me deixas.
Cansei-me de te ouvir gritar, e de quando não estás a gritar de ouvir o teu silêncio por esqueceres que existo. Cansei-me de mendigar o teu amor, a tua atenção.
Então hoje, triste e sozinha como tem sido ultimamente, olhei-me ao espelho e decidi que queria voltar a sorrir. Tomei um banho, meio de água doce, meio de água salgada devido ao tamanho do meu choro. Vesti a minha melhor roupa, cobri estes lábios tristes de um lindo batom vermelho e arrumei as minhas coisas. Garanti que para além desta carta, e do rasto do meu perfume no ar, nada iria acusar a minha existência nesta casa. Amei-te mais que tudo, mais que a mim própria. Vivi para ti, para te amar, e fui tão feliz. Até ao dia em que deste o certo pelo incerto e te esqueceste que sou como uma planta, que precisa de ser regada.
Pois bem, passados cinco anos de relação, onde um foi passado a ignorares-me e outro a que eu tentasse que me visses, hoje decidi olhar para mim própria.
Quando sair por aquela porta, sei que uma faca me vai trespassar o peito, que vou sentir as pernas ceder, que o ar me vai rebentar os pulmões, que as lágrimas me vão cortar a face. Sei que vou chorar noites a fio, que vou deixar de comer. Provavelmente irei acordar a meio da noite assustada, e procurar-te na cama. Vou olhar vezes sem conta para o telemóvel, só para ter a esperança de que em algum momento te tenhas lembrado de mim. Irei ver e rever as nossas fotografias, cheirar toda a minha roupa na ânsia de encontrar o teu cheiro. Vou chorar até me faltar o ar, e contorcer-me de dores, pois imagino que o coração doa tanto que eu vou desejar morrer.
Mas depois tudo vai passar. E vou finalmente sorrir por não ter de mendigar o teu amor. Vou renascer aos poucos, muito ferida e queimada de dor, mas hei-de conseguir andar sozinha outra vez. De momento uma parte de mim diz-me que te vou amar para sempre. E acho que amarei. Mas agora vou amar-me a mim primeiro. Da próxima vez que te vir o meu coração vai doer um pouquinho, mas aí vou lembrar-me que tudo fiz para estar a teu lado, foste tu que não me quiseste por perto. Tenho a esperança de um dia encontrar alguém que queira passear de mão dada comigo, que me dê um beijo de bom dia, que me diga que sou linda, que me faça companhia ao jantar, que me espere no altar. E um dia tu vais desejar ser esse homem, que já o foste, mas que não voltarás a ser.
Com carinho da tua agora ex namorada.”
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Como?
Como nos esquecemos como foi bom um no outro?... Como deixamos que a distancia ganha-se a melhor?.... como deixamos que este fosso fosse tao negro...?
..................
Por vezes dou por mim a rebuscar na minha mente aquela vez que me levaste a ver o mar só porque sim... que me tiraste o medo e mil fobias.... já não sou a mesma... já mal me reconheço nesta pele.... o coração está tao anestesiado com a rotina a fadiga e tudo o mais que já não responde a nenhum impulso...
Cheguei a um ponto sem retorno... como se estivesse já fora de validade o que outrora contigo fazia todo o sentido...
Já não sei o que é sorrir contigo, os pequenos prazeres até esses se foram na enxurrada...
Nada sobrou... sinto-me fria, adormecida, anestesiada, a sucumbir...
Quando não tenho amor em mim, quando não recebo amor é como se o ar não fosse o mesmo, como se passasse da terra para a lua, tudo muda...
A vontade passa a repulsa, a alegria a tédio, o carinho a nada..........
Mantenho me de pé porque sou forte, mesmo depois de mil noites a chorar ate não poder mais e de muitas olheiras negras aqui estou de pé!
Chego a achar que ninguém me compreende... que ninguém quer saber, não quero que se importem porque nem falo... falar magoa ainda mais... essa tua distancia dia apos dia, essa tua... aspereza e tudo o que não vi no teu olhar, e todo o brilho que já existiu... todo o carinho que era pouco e que deixou de ser... toda a atenção e amizade que deu lugar a um vulto indiferente, ao qual sou indiferente dia apoas dia... há coisas que magoam... há coisas que ficam espetadas na mente e não saem não com o vento do outono e o diluvio do inverno... as estações mudam e doi ainda mais....
Perdao não é algo que não conheca, apenas algo que não pratico quando deixo de existir...
Ser se invisível doi menos que ser se... ignorada...
As vezes sorrio no retorno ilusório àqueles momentos.... oh doces momentos que me acalentavam a alma e me faziam adormecer num colo tao magico .... sonhava com princesas e nuvende de algodão doce...
segunda-feira, 30 de junho de 2014
O sexo é bonito, sim, durante anos foi visto como pecado e algo que se tinha de esconder, era vergonhoso falar-se e ainda hoje muita gente não fala dele... mas tudo o que se esconde é porque é valioso ou secreto, porque tem poder ou magia... comparo a uma refeição, se tiver todos os ingredientes especiais é perfeito e muito belo!
Se juntarmos amor paixão, odores agradáveis sabores únicos e um toque quente, pele húmida, gemidos e respiração ofegante ou sustida por vezes, ele é... uma obra de arte. Nunca existirá palavras suficientes para o descrever... só mesmo vivido e sentido no seu esplendor...
O sexo é uma arte mas uma arte com pequenos detalhes impossíveis de delinear, não como planear para sair perfeito, só a sorte aliada ao desejo e ao amor...
Quem tem a sorte de o provar nunca mais o esquece ....
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
2013
Já cá não venho a alguns meses.... vou então fazer o balanço 2013, ou melhor 2014 começou cheio de novidades... Janeiro minha baby adoeceu muito gravemente, os carros avariaram e o emprego mudou o dia de pagamento pondo nos a penar mais dias que o habitual... eu sem paciencia para nada fiquei desempregada a final de Janeiro... é bom por um lado porque já não conseguia ali trabalhar mau por outro porque se não me ocupar fico doida... mas a casa e a baby dá sempre para me ocupar um bom pedaço... 2013 foi um ano de muito corre corre... stress dividas e coisas q não foram muito positivas... mas depois da tempestade que venha a bonança.... já tou cheia de rotina pesarosa e arrastar-me porque tem de ser... que venha uma nividade boa pf sim? ah e que pare de chover que isto há 3 ou 4 meses que S.Pedro não dá descanso.... :o
terça-feira, 15 de outubro de 2013
As 50 sombras de Grey
Um livro que se ama ou se odeia, ainda não vi um meio termo... por mais blogs que leia.
Há quem o tenha comprado porque estava na moda e queria não gostar começando a ler já "contrariada" há quem leu com curiosidade e se viciou... ainda não consegui encontrar um homem que o tenha lido e questionado responde que é literatura feminina demasiadamente romântica e entediante... que leram as criticas e não é direcionada para homens! Não entendo este machismo mas pronto.
A escrita é um pouco repetitiva (poderá ser da tradutora) mas é envolvente e dá asas à imaginação... faz-nos sonhar tanto acordadas como a dormir...
As criticas referem que vários casamentos tiveram um refresh na vida sexual (acredito) e que os homens agradeceram as suas esposas domesticas com filhos e mortas pela rotina o lerem para se sentirem sexys e "esperarem" arrancar do seu marido um qq Christian Grey.
Oh God!....
Esse senhor não se arranca a qualquer pessoa.. ele fala dum jeitinho particular, o olhar dele único e intenso não se transfere assim para qq um...
O livro está bem delineado com uma historia (tipo filmagem portuguesa que demoraaaa) que se desdobra em múltiplos pormenores e faz-nos contrair alguns músculos indeliberadamente)...
Começamos a ver o mundo real de outra forma... de forma mágica talvez... queremos ser uma Anastacia para ter aquela doçura no olhar no toque e aquele mistério nas palavras e nos actos... ser alvo de inúmeras prendas e elogios e nem sequer poder toca-lo... sem sequer saber o porque... que não fala sobre si nem diz nunca tudo o que gostaríamos de saber ( sera que?...)
Eu estou a gostar e já quase li o 1º da trilogia e sim recomendo se e só se a literatura romântica e ou erótica o/a entusiasmar!!
terça-feira, 2 de abril de 2013
Estou num ponto... de sei lá, quase desespero... como se o meu grito diario não ecoasse para lado algum!...
O meu emprego não me realiza, não me permite pagar sequer todas as contas, não me permite relaxar nem um pouco, não posso sair para jantar, para uma massagem, ginasio ou mesmo comprar uma pecinha de roupa...
A minha relação passou por uma forte crise à qual resistimos mas o barco ainda não está completamente a salvo e ainda não tivemos um dia ou uma noite para namorarmos...isto ha mais de 2 anos ja...
Tenho o que chamo ataques de furia, acessos descontrolados em que nem consigo respirar e depois de rebentar e berrar tudo o que me sai muitas delas sem pensar so me apetece chorar de desespero cansaço ... sinto-me exausta como nunca antes dos meus 30 anos...
Sinto falta de amor, carinho, aventura, risos, amizade, abraços... sinto falta do meu pilar... que me vê do paraiso....
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Só tenho força para me levantar porque a minha filha sorri-me e lembro-me que tenho de lhe por comida na mesa.. se o sorriso dela nao mo relembra-se acho que se fosse so para mim já me tinha ido abaixo à muito, e à minha volta tenho pessoas proximas de sangue em desespero constante tambem...
Gostava tanto que as minhas escolhas tivessem dado outros resultados.... assim ainda ouço criticas, já não basta sentir-me..assim sem retorno ou opções!!..... :(
domingo, 30 de dezembro de 2012
2012
Bem este é que foi um ano...
Tudo passou a correr...eu andei sempre a correr, muito cansaço, sstress e uma dose enorme de discussoes problemas financeiros e odio do meu work...
Parece que tudo a cada dia era mais pesado mais enfadonho mais cansativo...
Como se fosse um ano de muita chuva e sem ver o sol...
Desde que a minha bebe nasceu tudo mudou, deu uma volta de 180º graus em todos os aspectos, e custa muito quando nao temos quem mais amamos por perto, quando as amizades não tem a mesma força, quando já so contamos com a nossa propria pessoa... sentimo-nos a ruir por dentro, a unica força vinha do sorriso da minha filha...tudo o resto só me deitava a abaixo...
Desisti de sonhar, nunca de lutar porque ainda aqui estou e a luta continua, mas a guerra sem fim e cada vez maior a cada dia torna-se um suplicio muito gigante...
quantos dias chorei de raiva, frustração, cansaço ou mesmo a desejar um abraço sentido?
Sou forte e disso não duvido...
Noites quase sem dormor, a ir trabalhar como zombie, pressao moral e exigencias sem olhar a meios, e pior incompreensao, faltas de etica respeito..,
Os seres humanos tornaram-se bichos, o racional já de nada vale pois perderam-se sentimentos, respeito, os animais agora tem o dom que falta ao ser humano...o calor, a amizade, o amor...
a minha gata é-me mais fiel e da-me mais carinho que qq ser humano que tenha vinculo comigo...
Já não existem elos, alianças, sangue ou coração...estou desacreditada em tanta coisa...
deixei de sonhar, aquilo que tanto sabe bem, nem durante a noite tenho esse prazer, noites interrompidas por choros, gemidos, ou exigencias, discussoes, criticas, mesquenhices... fui-me abaixo mais uma vez... ainda não me estou a levantar no entanto não me deixo de levantar a cada manhã por mais horrivel que seja por mais que eu a odeie...
Sinto-me para além do limiar do esgotamento fisico e psicologico, numa bola de neve de coisas negativas, num derenrolar inevitavel e não modificavel...
Doi este sentir... doi esta solidão atroz que me despedaça e me cega...
Ataques de raiva, agressividade que ninguém entende, ninguém com vontade de ajudar, de ouvir muito menos de abraçar... ninguém que queira mesmo entender...
estou aqui sozinha no escuro so com o meu pc... as lagrimas já nao brotam pois esgotaram-se... e neste ultimo dia do ano so desejo que 2013 me traga o sol...só isso... o calor, o abraço, a amizade sincera a acima de tudo a paz...se isso vier a felicidade mora em paralelo e eu encontrarei a minha "casa"!...
Home sweet home... existira?.....(ainda sonho?!
...então quem sabe....)
sábado, 19 de maio de 2012
domingo, 6 de maio de 2012
Mentes conservadoras...nao leiam!!!
Há alguns anos, as mulheres casavam virgens, os homens casavam com a mulher pois em troca iam ter o que mais desejavam, iam saber como era estar na cama e penetrar aquela mulher, o fruto proibido era o mais apetecido... hoje em dia não precisam casar mas quando casam casam com aquela que nao faz anal e até faz uns bicos assim mais ou menos... por isso lá casam a ver se depois da cerimonia vai haver a novidade que ela nunca lhe deu.
O homem por natureza quer tudo, é animal e selvagem na cama, e onde ve buraco ve prazer e antes mesmo de provar quer e ponto!
Critica o que tem deseja mais e mais e a curiosidade não acaba por isso existe infidelidade e não é pela nova cara mas pelo novo cheiro e novos buracos, logo pensam novo prazer novas sensaçoes.
Por isso cheguei a conclusão: o homem nao leva ao altar a mulher que lhe da o cu...
Assim vai esperar para depois da cerimonia o novo "caminho"!!
sábado, 28 de abril de 2012
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Pfffhhh.....

Uma tristeza diária invade-me, sensação de pronto e é isto, será sempre isto daqui para a frente... acabou o tempo para ti, para a diversão, para os amigos, sim que esses poucos que tenho estão sempre longe, ocupados, sem tempo e a correr para não sei onde! À medida que se cresce, se entra na idade adulta, vão diminuindo os amigos e o tempo que nos dedicam, cada vez se adia mais aquele café, aquele jantar, aquele copo na esplanada... deixa-me triste, não só o tempo frio e cinzento mas o cinzento que teima em persistir neste meu coração... Sinto-me esquecida, dias e dias, pela familia e amigos... antes a minha maior companhia quando tinha de estar em casa de cama era a minha gata, agora é a minha filha, que ora dorme ora berra ora chora, e eu ando sempre na correria de biberoes, lavar roupa vomitada ou borrada, troca de fraldas e roupa, banhos e embalar, sou um zombie ha mais de 2 meses, não peço ajuda, odeio recusas, e sim teria apenas recusas...
Sinto saudades do sol quente na minha face, de sentir prazer em rir, de rir com vontade, de sentir paixão, de sentir o sangue ferver-me nas veias!!
Sei que muitas vezes felicidade é o que se tem e nem nos damos conta, eu dou conta e valor, e sou feliz com o que tenho... mas tenho tantas saudades... do que já tive... da liberdade, da não preocupação, de não ter de ir trabalhar, de não ter nada para fazer, de poder dormir quanto me apetece até quando me apetece...
Quem dera que seja só uma fase....de nuvens carregadas de chuva...
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Voces...

Sai de casa, desta vez fiz as malas... ela ficou aos berros no quarto, os insultos já não me magoavam mas sim aquela sensação de falta de... espaço, liberdade... jurei nunca mais voltar aquela casa, rumei nessa tarde à praia... sentei-me numa esplanada respirava aquela brisa suave e fresca, vi-a as miudas sem compromissos e sem responsabilidades, sem tempo contado, a comprar um gelado, a passear, a rir... sorri... recordei-me do sorriso dela quando a conheci, e o que mais me derretia o da nossa filha, pequenina que fizemos com tanto amor e carinho... liguei a um amigo para ficar uns dias em casa dele até quem sabe comprar uma casa para mim... nessa noite jantei com ele e recordei-me da confusão que já sentia falta, a minha filha a berrar pelo leite eu e ela a decidir quem jantava depois, a cobrança do dia anterior e de quem era a vez agora... o meu amigo saiu eu fiquei... queria descansar.. deitei-me no silencio e recordei-me do gargalhar da minha filha quando a deitava no meu peito mal me deitava na cama... da minha mulher me acariciar o cabelo e perguntar ao meu ouvido se estava cansado ou desejava uma massagem para relaxar... das vezes que fizemos amor, sexo ou simplesmente nos acariciamos com alguma malicia, vontade ou desejo...
Dia seguinte acordei... não tinha o pequeno almoço pronto à minha espera, nem a minha filha a acordar e a sorrir-me cheinha de soninho... estava tudo sossegado, demasiado sossegado... queria ouvi-la, ouvi-las... queria voltar a sentir-me parte de uma familia, da MINHA familia... queria de volta o que deixei para tras, o que abandonei por falta de paciencia, por ter ido ao limite do que achava ser uma prisão, sufoco e tortura mental... afinal elas eram o meu mundo, elas SÃO o meu mundo e dava tudo para as ter de volta...
Não precisava esperar nem mais um dia... um chegou para lhes sentir a falta, para me sentir tão vazio que tinha pena de mim, chorava como um bébé e assim fui sem conseguir parar o caminho todo de regresso à casa que ainda chamava de minha, de NOSSA.
Quando entrei a minha mulher segurava no seu bendito colo o nosso fruto do amor... pus-me de joelhos... sorri ainda a chorar e estendi os braços pa minha filha que abriu aqueles olhos de anjo e me sorriu... recebeu-me da forma mais doce que alguem alguma vez me recebeu... beijei a minha mulher e disse :
"Sem voces não sinto liberdade, sinto... falta de ar!Sinto-me vazio...voces sao o meu mundo, e tudo o que importa!"
sábado, 21 de janeiro de 2012
.....
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Traição
Hoje quero escrever sobre este tema controverso, quase que parece ser tabu, ninguém gosta muito de falar sobre ele, ninguém quer ser traido no entanto muitos são os traidores... numa relação.
As pessoas tratam muitas vezes a traição como uma doença sem cura, como se "eu não quero saber nem pensar pois espero que a mim não me aconteça!"
Já há muitas decadas e acho que desde sempre que a maior parte das culturas educa os filhos sobre a base da fidelidade como se fosse respeito e sinceridade, o viver apenas para um ser e não ter contacto fisico com mais ninguém.
Eu mesmo tendo receio de (voltar a ) ser traida e sentir essa facada ( mais a sensação de "quem foi a vaca que o seduziu? Era melhor que eu??" ) tenho de falar de traição como algo intrinseco no ser humano, algo da sua natureza, instintivo e de certa forma impossivel de controlar.
Ainda bem que não conseguimos ler pensamentos uns dos outros, então aí é que a monogamia morria! Por mais que ocupemos o cerebro, por mais que amemos uma pessoa, e nos dediquemos a ela, o pensamento pode fugir para alguém que passa, que nos sorri ou que nos fala ou vemos numa revista...
Não há forma de evitar, não há forma de nunca suceder...
Sim é traição, desejar outro alguém, e passar à pratica mais ainda... no entanto deveriamos compreender pois é da nossa natureza, e nada tem a ver com o Q.I. no entanto parece que ninguém compreende e que apenas se sente revoltado, magoado e lesado com ve ou sabe que foi alvo de traição.
Foi apenas um desvio do pensamento que passou à pratica, sim parece que estou a simplificar e a diminuir e levezar a magnitude de tal acto.
Não, estou apenas a explicar que complicamos o que está entranhado em nós... o desejo, o instinto selvagem, a parte animal que nunca será eliminada por mais parte cerebral que desenvolvamos...
As relações carecem de fidelidade fisica? Arrisco a dizer que já conheci quem muito ama e se dedique e seja amigo, amante e companheiro mas infiel... partilha o seu corpo em momentos fisicos, saceia fome sexual, sem deixar que lhe marque o coração ou que lhe diminua o amor pela pessoa principal, pela eleita por aquela que faz sim o coração sentir-se mais apertadinho e confortavel...
Não temos de ser radicais e de ver tudo como um crime, não temos de esquecer o dom do perdão, não temos de saber os segredos fisicos de toda a gente, não temos de ser um livro aberto para ninguém... e isso não faz com que deixemos de amar, de nos entregarmos e de sermos tão unicos com uma só pessoa...
domingo, 8 de janeiro de 2012
Limite

Sinto-me no limite...tenho um cansaço mental e fisico enorme... os olhos ardem-me a todo o minuto, sinto-me a explodir de nervos e não há dia que uma dor ou mais me acompanhe, a medicação ja pouco ou nada faz... sinto-me só muitas vezes e nem sempre estou sozinha... sinto-me desamparada e sinto que no fundo ninguém está lá para mim, tudo o que possa fazer ou resolver terei de ser eu e apenas eu... sinto que esta luta está so no inicio e já me sinto a precisar de descanso... de ferias...
Estou farta de ser criticada e me chamarem de critica, estou farta de tentar ser a super mulher e não me darem valor algum, estou farta de impor um sorriso e levar chicotada... estou farta de tentar estar bem mas ninguem me perguntar como estou ou tentar sequer ajudar para me ver melhor... estou farta de me preocupar e não ver reciprocidade alguma, estou farta que não me vejam qualidades e não me deem a mão... levanto-me tantas e tantas vezes sozinha que neste momento queria só ficar sentada num canto...a descansar um pouco....
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
A outra

Estava eu em conversa com uma amiga sobre relações, traição e fidelidade e ela diz-me "Eu gosto é de ser a outra, a amante", espantada perguntei o motivo de abrir mão de ser a unica e a principal.
Ela disse-me " A outra é sempre recebida com presentes grandes sorrisos, excitação, boa disposição... ele não pretende perder tempo a discutir com a amante, ele oferece o sexo mais quente e louco à amante, ele excita-se só de pensar quando volta a estar com ela e acima de tudo não me sinto presa, nem tenho de ser fiel ou contar tudo que faço, é libertador!"
Ela contou-me alguns dos fetiches que ja realizou como a outra, e se fosse a principal poderia estar embrenhada num sexo chato e rotineiro.
"Já fui a outra do meu ex patrão, do meu ex namorado, do meu melhor amigo e do meu colega de trabalho, é emocionante. Sinto-me sempre mais valorisada que a principal e nunca a vou querer conhecer.. não misturo coisas"
Não pretendia exclusividade pois ganhava mais assim desta forma, era sempre excitante e uma aventura.
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