O meu outro eu...
sábado, 25 de abril de 2015
“Quando leres esta carta, eu já estarei longe. Estou a escrever na nossa sala, onde tantas vezes fizemos amor. Não te vou mentir, isto está a custar mais do que eu esperava. As minhas coisas já estão na mala, com ela levo tudo de bom que vivemos e infelizmente, todos os sonhos que não passaram disso mesmo. Por favor, não me culpes pela cobardia de não esperar que chegues a casa para me ir embora, tenho medo que caso o fizesse me faltaria coragem para bater a porta.
Tomei esta decisão porque não aguentava mais o comodismo em que a nossa relação se transformou. Luto há imenso tempo por uma melhoria tua, mas tem sido tudo em vão. Estou cansada de viver com uma pessoa que se tornou praticamente um estranho. Há meses que acordo e adormeço a perguntar-me onde terei falhado. Que mal tão grande te terei feito, para que além de não me amares, não deixes que te ame. Choro todos os dias no banho, para que não me oiças, embora saiba que tão pouco te importa que eu chore como que eu sorria. Já tentei ter uma conversa contigo, obtendo sempre a resposta de que para ti está tudo bem.
Outrora fomos um casal apaixonado, onde a nossa cumplicidade era tanta, que um só olhar bastava. Horas e horas entre os lençóis, a sorrir, a brincar, a descansar em silêncio nos braços um do outro, a planear um futuro… e que futuro este hein… onde todas as promessas foram apenas isso mesmo, onde os sonhos não passaram do imaginário. Onde antigamente me sabia bem repousar, estar em silêncio para ouvir o teu coração, agora assusta-me. O nosso silêncio já não é de paz e tranquilidade. Agora é de quem nada tem para dizer.
Tenho tanta pena que não me deixes amar-te. Porque eu ainda te amo, e ainda tento, embora que em vão, dar-te a mão na rua, convidar-te para sair, tentar timidamente seduzir-te. Não imaginas o que custa estar por vezes horas a cozinhar, para engolires a comida à pressa e virares costas, sem uma única palavra dita, sem o mínimo de respeito de me deixares pela milésima vez a jantar sozinha.
Não imaginas como me sinto destroçada. Todas as manhãs oiço a porta bater quando sais, sem um bom dia, um até logo. Quando regressas a mesma coisa, entras em casa, e simplesmente é como se eu ali não estivesse.
Confesso que já te segui, já vi todos os teus e-mails, o teu telemóvel, revirei toda a tua roupa. Nada. Não encontro provas de outra mulher na tua vida. A única prova que encontro é que não me amas, mas que provavelmente não me deixas porque o comodismo tomou conta de ti. E embora eu te ame, não posso consentir estar com alguém que nem me olha nos olhos.
Sempre te imaginei à minha espera no altar, que me levasses ansioso de felicidade à maternidade. Sempre me prometeste isso. Agora ris-te na minha cara, dizes que sou ‘tolinha’, que não tens tempo para essas coisas. ‘Essas coisas’ sou eu. São planos que um dia tínhamos feito. São os sonhos de menina que prometeste realizar. Em todas as discussões que temos, em que me gritas e me humilhas, não olhas para trás. Não pedes desculpa. Não vês o estado lastimável em que me deixas.
Cansei-me de te ouvir gritar, e de quando não estás a gritar de ouvir o teu silêncio por esqueceres que existo. Cansei-me de mendigar o teu amor, a tua atenção.
Então hoje, triste e sozinha como tem sido ultimamente, olhei-me ao espelho e decidi que queria voltar a sorrir. Tomei um banho, meio de água doce, meio de água salgada devido ao tamanho do meu choro. Vesti a minha melhor roupa, cobri estes lábios tristes de um lindo batom vermelho e arrumei as minhas coisas. Garanti que para além desta carta, e do rasto do meu perfume no ar, nada iria acusar a minha existência nesta casa. Amei-te mais que tudo, mais que a mim própria. Vivi para ti, para te amar, e fui tão feliz. Até ao dia em que deste o certo pelo incerto e te esqueceste que sou como uma planta, que precisa de ser regada.
Pois bem, passados cinco anos de relação, onde um foi passado a ignorares-me e outro a que eu tentasse que me visses, hoje decidi olhar para mim própria.
Quando sair por aquela porta, sei que uma faca me vai trespassar o peito, que vou sentir as pernas ceder, que o ar me vai rebentar os pulmões, que as lágrimas me vão cortar a face. Sei que vou chorar noites a fio, que vou deixar de comer. Provavelmente irei acordar a meio da noite assustada, e procurar-te na cama. Vou olhar vezes sem conta para o telemóvel, só para ter a esperança de que em algum momento te tenhas lembrado de mim. Irei ver e rever as nossas fotografias, cheirar toda a minha roupa na ânsia de encontrar o teu cheiro. Vou chorar até me faltar o ar, e contorcer-me de dores, pois imagino que o coração doa tanto que eu vou desejar morrer.
Mas depois tudo vai passar. E vou finalmente sorrir por não ter de mendigar o teu amor. Vou renascer aos poucos, muito ferida e queimada de dor, mas hei-de conseguir andar sozinha outra vez. De momento uma parte de mim diz-me que te vou amar para sempre. E acho que amarei. Mas agora vou amar-me a mim primeiro. Da próxima vez que te vir o meu coração vai doer um pouquinho, mas aí vou lembrar-me que tudo fiz para estar a teu lado, foste tu que não me quiseste por perto. Tenho a esperança de um dia encontrar alguém que queira passear de mão dada comigo, que me dê um beijo de bom dia, que me diga que sou linda, que me faça companhia ao jantar, que me espere no altar. E um dia tu vais desejar ser esse homem, que já o foste, mas que não voltarás a ser.
Com carinho da tua agora ex namorada.”
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Como?

segunda-feira, 30 de junho de 2014
O sexo é bonito, sim, durante anos foi visto como pecado e algo que se tinha de esconder, era vergonhoso falar-se e ainda hoje muita gente não fala dele... mas tudo o que se esconde é porque é valioso ou secreto, porque tem poder ou magia... comparo a uma refeição, se tiver todos os ingredientes especiais é perfeito e muito belo!
Se juntarmos amor paixão, odores agradáveis sabores únicos e um toque quente, pele húmida, gemidos e respiração ofegante ou sustida por vezes, ele é... uma obra de arte. Nunca existirá palavras suficientes para o descrever... só mesmo vivido e sentido no seu esplendor...
O sexo é uma arte mas uma arte com pequenos detalhes impossíveis de delinear, não como planear para sair perfeito, só a sorte aliada ao desejo e ao amor...
Quem tem a sorte de o provar nunca mais o esquece ....
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
2013
Já cá não venho a alguns meses.... vou então fazer o balanço 2013, ou melhor 2014 começou cheio de novidades... Janeiro minha baby adoeceu muito gravemente, os carros avariaram e o emprego mudou o dia de pagamento pondo nos a penar mais dias que o habitual... eu sem paciencia para nada fiquei desempregada a final de Janeiro... é bom por um lado porque já não conseguia ali trabalhar mau por outro porque se não me ocupar fico doida... mas a casa e a baby dá sempre para me ocupar um bom pedaço... 2013 foi um ano de muito corre corre... stress dividas e coisas q não foram muito positivas... mas depois da tempestade que venha a bonança.... já tou cheia de rotina pesarosa e arrastar-me porque tem de ser... que venha uma nividade boa pf sim? ah e que pare de chover que isto há 3 ou 4 meses que S.Pedro não dá descanso.... :o

terça-feira, 15 de outubro de 2013
As 50 sombras de Grey
Um livro que se ama ou se odeia, ainda não vi um meio termo... por mais blogs que leia.
Há quem o tenha comprado porque estava na moda e queria não gostar começando a ler já "contrariada" há quem leu com curiosidade e se viciou... ainda não consegui encontrar um homem que o tenha lido e questionado responde que é literatura feminina demasiadamente romântica e entediante... que leram as criticas e não é direcionada para homens! Não entendo este machismo mas pronto.
A escrita é um pouco repetitiva (poderá ser da tradutora) mas é envolvente e dá asas à imaginação... faz-nos sonhar tanto acordadas como a dormir...
As criticas referem que vários casamentos tiveram um refresh na vida sexual (acredito) e que os homens agradeceram as suas esposas domesticas com filhos e mortas pela rotina o lerem para se sentirem sexys e "esperarem" arrancar do seu marido um qq Christian Grey.
Oh God!....
Esse senhor não se arranca a qualquer pessoa.. ele fala dum jeitinho particular, o olhar dele único e intenso não se transfere assim para qq um...
O livro está bem delineado com uma historia (tipo filmagem portuguesa que demoraaaa) que se desdobra em múltiplos pormenores e faz-nos contrair alguns músculos indeliberadamente)...
Começamos a ver o mundo real de outra forma... de forma mágica talvez... queremos ser uma Anastacia para ter aquela doçura no olhar no toque e aquele mistério nas palavras e nos actos... ser alvo de inúmeras prendas e elogios e nem sequer poder toca-lo... sem sequer saber o porque... que não fala sobre si nem diz nunca tudo o que gostaríamos de saber ( sera que?...)
Eu estou a gostar e já quase li o 1º da trilogia e sim recomendo se e só se a literatura romântica e ou erótica o/a entusiasmar!!
terça-feira, 2 de abril de 2013

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